Núcleo Casa do Choro

 Seguindo a metodologia praticada na Escola Portátil de Música, a Casa do Choro oferece aulas de música desde 2016. A Casa conta com 7 salas de aula inteiramente equipadas com os mais modernos recursos multimídia (TV, DVD, projetor, aparelhagem de som). Os alunos dispõem ainda do Centro de Pesquisa Jacob do Bandolim, onde podem encontrar vasto acervo reunido sobre o choro, com milhares de partituras, gravações, documentos e publicações. 
 
Os professores que atuam na Casa do Choro são alguns dos profissionais mais respeitados do Brasil: músicos como Cristóvão Bastos, Mauricio Carrilho, Jayme Vignoli, Kiko Horta, entre muitos outros. São oferecidos cursos de instrumentos (acordeom, flauta, clarinete, saxofone, trompete, trombone, tuba, contrabaixo, violão, cavaquinho, bandolim, pandeiro, percussão, piano e canto), cursos teóricos (Teoria musical, Arranjo, Composição), cursos práticos (Pratica de Conjunto, Grupos Vocais, Orquestra de Flautas, Oficina de Criação Musical).
 
As aulas são semanais e podem ocorrer em grupos pequenos (4 a 6 alunos) ou turmas maiores (com 10 ou mais alunos). Os alunos ainda encontram um ambiente propício ao desenvolvimento e aos estudos musicais, já que na Casa ocorrem semanalmente shows no Auditório Radamés Gnattali e rodas de choro (às 5ªs feiras, 20h) no Espaço Dino Meira e Canhoto.
 
Por que o choro? 

O choro é uma das mais antigas músicas populares urbanas do mundo, com cerca de 150 anos de existência e em plena efervescência nos dias de hoje. Foi grande escola e referência para alguns dos mais importantes músicos e compositores brasileiros, como Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Sivuca, Hermeto Paschoal, Tom Jobim, Altamiro Carrilho, Baden Powell, Raphael Rabello, entre tantos outros. Surgiu em meados do século XIX no Rio de Janeiro, a partir de influências diversas que confluíam para a então capital do Brasil, e rapidamente se espalhou por todo o país. Durante o século XX, o choro conheceu um notável desenvolvimento, tanto em termos de composição, interpretação e registro quanto em alcance, tornando-se sem dúvida uma música nacional. Matéria-prima de compositores que estruturaram a música brasileira, inclusive a de concerto, como Villa-Lobos, Radamés Gnattali e Guerra-Peixe, o choro contribuiu para fazer a nossa música respeitada em todo o mundo. A partir dos anos 60, entretanto, sem espaço nas rádios, TVs e demais veículos de comunicação de massa, o gênero passou a ser menos divulgado, e freqüentemente rotulado como uma "música do passado". 

É esse o panorama que a EPM e o Instituto Casa do Choro vêm revertendo com sucesso, por entender que o choro, enquanto uma das maiores riquezas culturais do Brasil, deve ser continuamente explorado, pesquisado e conhecido, para gerar cada vez mais frutos. Graças ao alto nível do seu corpo docente e à sua metodologia de ensino, que privilegia a prática, a composição e o estudo histórico da música carioca, a EPM vem colocando o choro em posição de destaque no cenário do século XXI, incentivando jovens compositores que, por seu estudo do repertório dos mestres dos séculos passados, colaboram para o alargamento do repertório contemporâneo de forma fundamentada, com base em referências sólidas.


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